A CIGANA ANA
A cigana Ana dançava ao som
da sanfona.
Ela gingava. Rebolava.
Os olhos revirava.
Eu aplaudia.
Ria.
A cigana Ana ao som de uma
música sensual seria sensacional.
Corri buscar alguém que
mudasse a melodia.
Mas parecia que ninguém me
ouvia.
A cigana não se importava.
Ao som daquela canção
dançava.
A cigana Ana no seu corpinho
um demônio guardava.
Os homens ela alucinava.
E eu ali assistindo aquilo tudo
registrava.
Um dia dela eu falaria.
Um dia contaria.
A cigana Ana...
Simplesmente uma cigana...
Uma saia vermelha usava.
Ela dançava.
Ela ria e chorava.
Era uma mulher diferente a
cigana.
Cigana Ana.
Como a gente se engana.
SONIA DELSIN

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