NAUFRÁGIO E ACONCHEGO
Eu fui um barco soçobrando no
mar numa madrugada aterradora.
Perdida sem farol via a morte
me rondando.
O cordão de prata se rompia.
Eu ia... ia...
Pela vida o gosto eu perdia.
Mas um dia...
Um dia eu olhei nuns
profundos olhos azuis.
Era meu filho que socorro me
pedia.
Agarrei-o pelas costas e fiz
uma promessa.
Nunca mais, meu amor, vou
desistir da luta por mais dura que ela possa ser.
Eu lhe prometo, vou viver.
Daí tudo ficou mais fácil.
Tomei gosto pela música, pela
dança.
No meu coração faço festança.
Filho, eu que morria, que num
mar sem rumo me sentia, agora sinto tanta alegria.
SONIA DELSIN

Nenhum comentário:
Postar um comentário