RUA NUA... LUA... RUA...
Na rua nua meus olhos iam
pisados.
Meus sonhos todos estavam
desmoronados.
Eu ia assim, meio temerosa da
noite.
Meio com dó de mim.
A música que sempre habitou
meu coração parecia ter morrido.
Meu corpo todo estava
dolorido.
Mas o que doía mais era meu
coração.
Um mau vento levou toda minha
ilusão.
Quando meus olhos molhados de
lágrimas eu ergui pro infinito vi um luar tão bonito.
Então...
Então a rua eu olhei com
outros olhos.
Vazia sim, mas não era o fim.
Comecei a cantarolar
baixinho.
Lua, espada nua...
Nosso poetinha compôs esta
letra linda: Luiza.
Me vi dançando ao luar...
A música no meu coração
voltou a morar.
Que vazio que nada!
Em plena madrugada eu me vi
enamorada.
De um luar de prata.
Pensei até em fazer uma
serenata.
Pra quem?
Pra mim mesma que me descobri
feliz.
Quando tudo parecia
desmoronar é que eu consegui me encontrar.
Voltei a cantar e dançar...
O mundo não vai parar e nem
podemos deixar de sonhar.
SONIA DELSIN

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