segunda-feira, 21 de janeiro de 2013




O VENTO NOS CAMPOS DE TRIGO

Era o vento.
A música dos cachos a se balançar.
Manhã de minh’alma que nunca vai se apagar.
O som tão agradável aos meus ouvidos.
Mexia com todos os meus sentidos.
Tantos anos já.
Tantos...
Passou o tempo, o vento.
O campo de trigo.
O som ficou na memória.
Vem mostrar a minha glória.
Sim, a minha glória de ser quem sou...
Viajante do eterno semeando.
Viajante do eterno poetando...
Viajante do eterno que segue andando...
Entre as lembranças se encontrando.

SONIA DELSIN

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